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Adoção de Cães Adultos: O “Novo Velho” Dentro de Casa

Por Lea Maria Reis

Conheci o Goobe pela Internet, num email em que a jornalista de Niteroi, Soraya Ciuffo, colocou uma foto dele.
Ela é uma protetora de bichos. Tem um imenso amor por esses seres que são abandonados nas ruas.
Era de dar dó o estado do Goober (nome dado pela Soraya ao vira-latas mais simpático que conheço): costelas á vista, magérrimo, triste, maltratado, humilhado, acabrunhado.

Soraya encontrou-o caído na calçada, não tinha forças para ficar de pé, jogado defronte ao Mercado São Pedro, em Niteroi. Ao seu lado, um churrasquinho velho e um pote de água bolorenta que alguma alma piedosa ali colocou, mas que o cachorro não tinha nem meios de acessar.

Soraya levou Goober para uma hospedagem de pronto socorro onde foi outro pesadelo para o bichinho que é idoso, tem 14 anos, não enxerga bem do olho esquerdo, e tem um tumor no ânus. Quarenta cães jovens, fortes e saudáveis, pisoteavam e empurravam Goober na hora da alimentação para ele não chegar ao comedouro.

Soraya tirou-o de lá e internou-o numa clínica, a São Francisco, onde Goober foi tratado, alimentado, examinado e onde esteve durante oito meses do ano passado, no canil, acompanhado pelo Aluísio, a quem se afeiçoou – assim como à Soraya, é claro. Ela de vez em quando, sempre que podia, ia até lá para estar com Goober, um cachorro triste, quieto, desconfiado, que mal se levantava do seu colchãosinho velho para tomar um pouco de sol na área exígua, fazer xixi e cocô.

Foi assim que o conheci em (pouca) carne e osso (ainda à vista) quando fui visitá-lo, num domingo de chuva, e ao Bentinho, o cachorro atropelado que não tem parte do focinho.
O que me impressionou no olhar lindo do Goober foi a conformação de destino tão cruel. Não era um olhar pedinte. Era o olhar já indiferente de alguém que não espera mais nada da vida.

Fiquei com este olhar na cabeça quando voltei para o Rio. O olhar de Goober não me deixava.
Duas semanas depois, no fim de dezembro do ano passado,decidi trazê-lo para minha casa para dar algum conforto a este ser tão triste, tripudiado, no fim de sua vidinha infeliz, pelo menos por algum tempo.

O acordo foi trazê-lo para passar o réveillon protegido dos terríveis ruídos das bombas da meia-noite, seguro e aconchegado.
No fundo do meu coração eu sabia que não o deixaria mais.

Goober veio com seus exames, com um mini enxoval dado pela extrema delicadeza da Soraya – coleira nova, verde, um pisca pisca para quando sair à noite, garrafa de àgua para tomar quando está na rua. Aluisio cortou unhas, pêlo, limpou suas orelhas, deu um bom banho nele.
No carro, Goober mostrava o mesmo desânimo e conformação. Apenas uma ponta de curiosidade. Já veio instalado num pequeno colchão que uma amiga ofereceu.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

No mesmo dia da sua chegada, ração especial foi providenciada (Goober tem poucos dentes), meu filho comprou um colchão grande e confortável azul-marinho, um travesseiro que de um lado é o jacaré e do outro, o sapo, um comedouro novo, pote de àgua também.

Lili e Samuca, minhas duas meninas papagaias, que já tinham vivido uma história com um labrador chamado Harry, olharam para o Goober com curiosidade, nos primeiros dias, e depois nem ligam mais para ele.
Curioso: hoje ele faz questão de ficar ao lado dos dois viveiros das mocinhas, deitado no seu colchão, como quem diz ” eu também sou irmão delas e também preciso ser cuidado “.

Em resumo: Goober está conosco há cinco semanas.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

É outro cachorro. Balança o rabo quando está contente, come feito um leãozinho, já esteve duas vezes na clínica veterinária das meninas e será operado do tumor depois do carnaval. Toma banho seco ( é cheirosíssimo) com um leave-in que a Dra. Eliane Jessula – quem está cuidando dele – indicou e ganha bifinhos do Biodog como petisos. Adora.
Enrosca-se perto de mim, ao lado do computador, durante todo o tempo em que estou trabalhando – como agora.
Outra noite, pela primeira vez deu uns pulos maravilhosos, embora discretos, quando me viu chegar da rua e abrir a porta de entrada. Esperava pacientemente perto dela. Fiquei comovida.

Goober dorme muito, em casa. É idoso, como eu disse. À noite, tem um pouco de insônia até que se aconchega, com seu travesseiro, num canto de um sofá defronte da TV para dormir profundamente – ao lado dos viveiros de Lili e Samuca, é claro.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

Acho que está feliz. Gosta de parar no calçadão, fica olhando o mar, late com um vozeirão grosso e alto, quando implica com algum colega – ama a rua.
É farejador. Na sua mistura genealógica tem cão de caça, labrador e.. quem sabe?
Seu carisma é incrível. Como um vira latas cor de caramelo chama tanto a atenção de quem passa? Todos têm um agrado para fazer nele. Todos os porteiros me perguntam por ele quando não o vêem passar.

Penso muito em como terá sido sua vida. Quem seriam seus donos? Terá sido um cachorro de rua? – perguntas de quem adota um bicho. Não me parece. É muito educado, incapaz de fazer xixi e cocô dentro de casa

Enfim, Goober, o caça fantasmas, está rejuvenescido a olhos vistos. Parece aquele personagem do Scott Fitzgerald que nasce velhíssimo e morre bebê.
Acho que ele vai acabar enterrando todos nós, da sua nova família.
E sua nova família está muito feliz com o amor que ele nos dá.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto


Lea Maria Reis
é Jornalista. A escritora fez na sua última publicação literária o Livro “Novos Velhos”, na obra defende a saúde e bem estar durante o processo de envelhecimento. Lea também é ativista em prol do bem-estar animal. Sua nova empreitada foi a adoção de Goober, um cachorro idoso, seu “Novo velho” em casa.

Agradecemos o carino por ter nos cedido esse texto e fotos.

O treino ou adestramento de animais deve sempre ser supervisionado por um profissional da área. Lembrem-se de que todo processo deve ser feito com reforço positivo! Treinar sua ave é fácil, nós podemos te ensinar. Entre em contato conosco, agende uma aula.

Novo Membro da Família / New Family Member

Esse novo membro da família é fácil de ser reconhecido. Com esse bicão e com essas penas vermelhas… Essa arara vermelha (Ara chloroptera) será um dos novos integrantes da BEAnimal. Ele ainda está no criatório sendo cuidado pela querida bióloga amiga da BEAnimal que está dando 3 papinhas por dia ainda. O Bem-Estar Animal é sempre garantido para todos os nossos queridos integrantes desde o berço. (New family member)

Ele ainda não tem nome, mas tem destino certo. Vai educar muitas pessoas a respeitarem os animais, participar de eventos de educação ambiental e festas com crianças educando enquanto sensibiliza pela proximidade. Será treinado para ser um embaixador dos animais entre as pessoas.

Seja Bem Vindo!

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

This new member or our family is easily recognized. With this big beak and the red feathers. This green winged macaw (Ara Chloroptera) will be one of the new members of BEAnimal. He is still in the breeder and is having his hand feeding 3x a day by a dear friend biologist who takes care of his animal welfare.

He still doensn´t have a name, but his fate is already known! He will teach people how to respect animals, he will participate in our educational programs and parties with children educating and sensitizing through proximity. He will be trainned to be an ambassador of animal king among he mankind.

Be Welcome!

Ara Chloroptera

Mais um membro da BEAnimal, embaixador do reino animal entre os homens. Another member of BEAnimal, an animal kingdom ambassador among mankind

arara vermelha bebê

ela está crescendo, nosso novo e lindo integrante da BEAnimal. Direto do criatório para divulgar o Bem-Estar Animal para todas as pessoas que entrar em contato.

O treino ou adestramento de animais deve sempre ser supervisionado por um profissional da área. Lembrem-se de que todo processo deve ser feito com reforço positivo! Treinar sua ave é fácil, nós podemos te ensinar. Entre em contato conosco, agende uma aula.

O que fazer com o animal quando a família vai viajar?

O BEM-ESTAR ANIMAL é garantido quando as viagens da família é planejada em antecedência e o melhor é oferecido para eles. Confira nossa dica!

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

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Filhotes de Cães

Depois de passar uma vida adotando cães adultos de rua e de pessoas que destratavam seus animais em casa, sendo ativista da adoção de cães adultos, tive a necessidade de adotar três filhotes para um projeto.
Me fez pensar a respeito de muitas coisas, dentre elas:

 

    • Filhotes erram, mas também acertam muito
    • Por mais que tenham aquela carinha de “cuida de mim”, educação é necessária
    • Educação vem do berço

 

 

 

  • Supervisão, Supervisão, Supervisão

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Supervisão, Supervisão, Supervisão

Ter esse desafio de criar três bebês cães ao mesmo tempo é muito interessante. Faz que eu me lembre de todas as aulas que dou para os proprietários desesperados com “fases” (as dos dentes e mordidas, a do banheiro, a da brincadeira exagerada, a da falta de noção).

É ótimo para eu poder usar melhor minha empatia para com meus alunos e clientes queridos, pois é quando eu ligo arrancando os cabelos para minha mãe e digo, “Mãe, o que eu faço? Não sei se eu vou dar conta do recado!” e ela ri e diz, “É fase Yuri, está tudo certo, faça sua parte, eduque e supervisione que quando menos esperar passa e você vai ter três cães educados”.

A palavra supervisão é interessante. Sinto que sou um super tutor, super pai, super qualquer coisa quando penso nela, mas na verdade mesmo prestando muita atenção, muita coisa falha.

Na fase de educação (de cachorros, araras, crianças, galinhas, periquitos, gatos, etc) é importante que o tutor esteja sempre atento. É quando temos mais facilidade de impor limites e mostrar o que é permitido e o que é proibido dentro do lar que o “sujeitinho” vive.

Quando sugiro que os animais fiquem presos em um espaço controlado enquanto o “pai/mãe da criança” não pode dar atenção devida, algumas pessoas me acham um monstro. Mas é só pensar em uma criança humana. Quando ela fica sem supervisão? NUNCA! Ou está na escolinha, SENDO OLHADA, ou está com a babá, vovó, vovô, titio, titia SENDO OLHADA. Enquanto é olhada e participa da vida social ela é EDUCADA segundo os padrões da família que está responsável por ela. Com animais é exatamente a mesma coisa, só que temos a premissa de que, a maioria deles, desde a primeira infância é mais independente.

Aproveitando essa independência animal e nos valendo dela a nosso favor, podemos (e devemos) deixar o animal em um espaço controlado, com brinquedos e água até podermos, de fato, dar atenção a ele. Algumas vezes por dia soltar dentro de casa com a família e como faríamos com uma criança: EDUCAR. Usar o tempo disponível com QUALIDADE e termos pulso firme e coração aberto. Olhar por nossos animais, saber que ali existe um ser inteligente e que só precisa de um guia, um líder que pode mostrar o caminho do convívio harmonioso.

Como diria minha mãe, “Tudo é questão de fase” então aproveite essa fase da infância do “sujeitinho” que você adotou na sua família. Saiba que só depende de você “o banheiro estar no lugar certo, as mordidas serem direcionadas para o brinquedo e que a vida em sociedade multiespecífica” do seu animal seja bem sucedida. Um dia isso tudo vai ser história e você e sua família vão rir disso, aproveite o AGORA. Se fizer isso, o DEPOIS vai ser só curtição da educação e de lembranças boas daquela fase maluca.

O amor pode mudar o mundo, façamos nossa parte!

O treino ou adestramento de animais deve sempre ser supervisionado por um profissional da área. Lembrem-se de que todo processo deve ser feito com reforço positivo! Treinar sua ave é fácil, nós podemos te ensinar. Entre em contato conosco, agende uma aula.

Gatos Pretos, Azar ou Sorte?

Pobres gatos pretos. Antigamente perseguidos pela igreja, foram confundidos com o demônio, acreditou-se que as bruxas se transformavam neles durante a noite. De onde surgiu isso tudo? Da mente fantasiosa dos homens!

Hoje temos o dever de acabar com esse estigma que os animais sofreram por milhares de anos. Muitas pessoas ainda acreditam que alguns animais são portadores do mal, mensageiros do inferno, ou qualquer baboseira semelhante. Estamos no século XXI! Quando é que vamos cair na real e lembrar que a única coisa que realmente importa é fazer o bem ao próximo, seja esse próximo da sua espécie ou não!

O único fato que a ciência conseguiu provar até hoje contra os gatos pretos é que em seu pelo encontra-se uma quantidade maior de ácaros, pela característica mais escura, ou seja, seu pelo é mais alergênico que o dos outros gatos.

Faço um convite às pessoas que AMAM os animais: Adotem os gatos pretos, adotem os cães adultos, adotem os que são difíceis de sair em feiras de adoção, aquele bichinho que perdeu uma perna, mas continua sendo feliz e capaz de fazer alguém feliz! Esses sim precisam de nossa ajuda.

Os filhotinhos fofinhos de cachorro, os gatos brancos bebês são facilmente adotados por qualquer tipo de gente que simplesmente gosta de bichos.

FAÇAMOS O INÉDITO, DESAFIEMOS O DIFÍCIL! CONVIDO VOCÊS A AMAREM O DIFERENTE!

A sorte ou azar está no que acreditamos. Eu tenho sorte por ter animais que foram jogados na rua como lixo.

Mande sua foto junto com seu animal diferente, do animal que sofreu algum tipo de preconceito e encontrou o amor na sua família. Conte para nossos leitores como eles fazem você e sua família feliz. Termine o comentário dizendo:

“TENHO CORAGEM, AMO O DIFERENTE E ELE ME FAZ FELIZ”.

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