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Condicionamento Animal, Você usa essa Expressão Sabiamente? / Animal Conditioning, do you use this expression wisely?

O termo “condicionamento animal” está sendo cada dia mais usado. Pessoas das mais variadas profissões que lidam com animais usam a expressão. O público leigo também aproveita a moda e fala sobre seus animais serem condicionados.

E apesar de muitos encherem o peito para dizer que seus “Animais são Condicionados”, o termo é normalmente usado de forma errada! E você usa da maneira correta? Tudo no mundo pode ser condicionado. A partir da definição: vtd 1 Pôr condições a, tornar dependente de condição. 2Pôr em condição apropriada ou desejada. (michaelis dicionário). Ar condicionado a ser gelado, cabelo condicionado para ficar no lugar…

 Logo, um animal que não é treinado pode ser ou estar condicionado à alguma nova situação. A expressão mais fácil e correta seria: “esse animal é treinado” ou “meu animal é treinado” para expressar um processo em que o animal foi ensinado fazer algo.  (veja aqui o que é treinar um animal).

Condicionamento Animal, Você usa essa Expressão Sabiamente? / Animal Conditioning, do you use this expression wisely?

Condicionamento Animal, Você usa essa Expressão Sabiamente? / Animal Conditioning, do you use this expression wisely?

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

Everyday people uses more and more the expression “this animal is conditionated”. But according to the word´s deffinition, anything can be conditioned, even air (airco).

 There are different conditioning types, if you are an expert  in animal behavior you probably can use it propperly. If you are jut a curious person, using “animal training” it´s just much easier to make it right.

People speak out loud to talk about how their “animals are conditioned”! But do you use it propperly? Watch the video and figure it out.

 

Treinar Comportamento x Fazer Performance de Truques / Training Behaviors x Performing Tricks

Continuando o post anterior, aquele que eu contei a enorme diferença entre treinamento e adestramento, o post de hoje é sobre a diferença entre treinar comportamento X fazer performance de truques com seus animais.

O treinamento de um COMPORTAMENTO:

  • Isso tem tudo relacionado a um trabalho de equipe onde você e um sujeito (uma pessoa, ou um animal) são um grupo e seguem passos juntos com o objetivo de alcançar a perfeição em um determinado comportamento. Por exemplo estudar matemática com o seu filho ou ensinar seu cão a sentar-se. É um processo que em sua maior parte usamos reforço positivo e quando usado corretamente é uma ferramenta poderosa no desenvolvimento de autoconfiança e uma boa comunicação, que deveria ser uma rua de duas mãos, onde ambos, treinador e sujeito treinado, podem compreender-se mutuamente. Leva-se o bem estar animal em consideração por todo o processo envolvido.

 

Fazendo um TRUQUE:

  • Esse termo é usado principalmente pelas pessoas da velha escola que trabalham com animais. Traz o pior em nossas mentes, corações e sentimentos quando se pensa que alguém está subjugando um animal. Ela está relacionada a forçar uma vontade humana sobre o livre arbítrio dos animais. Ao usar essa expressão, não há nenhuma comunicação real, uma vez que um dos canais de comunicação está fechado (animal não pode expressar seus sentimentos e coisas que eles querem fazer). Esse processo acontece normalmente de reforço negativo e punição. Nem sempre o bem estar animal é preservado.

Então, se você é um amante dos animais, treinador de animais ou apenas curioso, comece usar as expressões adequadas para os processos que estão usando ao trabalhar com os indivíduos que estão sob nossos cuidados.

Para quem prefere ver eu falando sobre o assunto, o vídeo está disponível no nosso canal do Youtube

treinar comportamento x fazer performance de truques / training behaviors x to perform tricks

treinar comportamento x fazer performance de truques / training behaviors x to perform tricks

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

Continuing the previous post where I told the HUGE difference between Training and taming, (available only in portuguese because it is a semantics problem we have in our language) todays post is about the difference between training behaviors x to performing tricks with your animals. And this is important in both languages, portuguese and english.

training a behavior:

  • is all about a team work where you and your subject (either a person, or an animal) are a group and follow steps to reach perfection in a certain behavior. Like studying math with your child or teaching your dog to sit. It mostly comes from positive reinforcement and when properly used is a powerful tool in developing self assurance and good communication, which should be a two hand street where both, trainer and subject, can understand oneself. Animal welfare is trully preserved.

performing a trick:

  • mostly old school people working on animals would use this expression. Brings the worse in our minds, hearts and feelings when thinking someone is subjugating an animal. It is related to force human´s wills over animals. When using this expression, there is no real communication, since one of the communications channels are closed (animal can´t express their feelings and things they want to do). Mostly this process comes from negative reinforcement and punishment. Sometimes people forget about animal welfare here… 🙁

So if you are an animal lover, animal trainer or just curious, lets start use the proper expressions for whatever processes we are using towards the subjects under our care.

Como fica a ração no estômago dos animais? / What does the pelleted food becomes inside animals bellies

Hoje em dia é muito fácil alimentar nossos animais com ração peletizada industrializada.  Não há grande problema nisso se mantivermos as prescrições feitas na parte de trás da embalagem.

Na maioria das vezes as pessoas não leem essa indicação e isso pode causar um verdadeiro problema de obesidade em cães, gatos ou outros animais de estimação mantidos sob nossos cuidados.

Neste vídeo eu fiz uma experiência simples mostrando como isso pode se tornar um problema real para os animais e suas famílias humanas. Aqui você vai conseguir ver exatamente Como fica a ração no estômago dos animais.

Como fica a ração no estômago dos animais? What does the pelleted food becomes inside animals bellies

Como fica a ração no estômago dos animais? What does the pelleted food becomes inside animals bellies

Tenha em mente: “o bem estar dos nossos animais e saúde deles são de nossa responsabilidade”. Manter uma dieta saudável e exercícios físicos faz parte desse processo é parte dela.

Eu espero que você aprecie o vídeo!

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

Nowadays is really easy to feed our animals with industrialized pelleted food. There is no big problem about it if we keep the prescriptions seeing in the back of the pack.

Most of the times people don´t read this indication and it creates a real problem of obesity in dogs, cats, or other pets kept under our care.

In this video I made a simple experience showing how it can become a real problem for animals and their human families. Here you can see What does the pelleted food becomes inside animals bellies !!!

Como fica a ração no estômago dos animais? What does the pelleted food becomes inside animals bellies

Como fica a ração no estômago dos animais? What does the pelleted food becomes inside animals bellies

Keep in mind: “our animals´welfare and health are our responsibility”. Keeping a healthy diet and exercising our animals is part of it.

I hope you enjoy the video!

Encontrei um animal silvestre, o que faço? 3 Dicas Para Evitar Problemas

E agora que eu saí no quintal da minha casa e encontrei um animal silvestre, o que eu faço? Siga atentamente as instruções abaixo para evitar problemas futuros.

1. Chame a polícia florestal ou corpo de bombeiro para fazer o manejo dele. Esses profissionais recebem cursos de treinamento para lidar com as espécies de animais silvestres que podem oferecer riscos aos seres humanos.

2. Caso o órgão não seja próximo, devemos ter muito cuidado ao tentar manejar a situação, lembre-se de que o animal silvestre tem os reflexos e a força muito maiores do que parecem exibir por seu tamanho. Uma pessoa que não está acostumada a lidar com eles pode se machucar.

3. Assim que você consiguir fazer a contenção e colocá-lo de forma segura em uma caixa de transporte, leve o animal em questão para um veterinário especialista e peça que ele encaminhe o animal ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) ou CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres).

encontrei um animal silvestre, o que faço? três dicas para evitar problemas

encontrei um animal silvestre, o que faço? três dicas para evitar problemas

Animais silvestres são difíceis de serem mantidos em casa e nunca devem ser retirados da natureza, isso é crime inafiançável. Caso você queira um animal diferente de estimação, procure um criatório comercial registrado no IBAMA, vá até o local, confira a forma que os reprodutores e os filhotes são mantidos. Caso tudo esteja em ordem e o bem-estar animal seja um assunto de preocupação com o proprietário do criatório, faça a aquisição do seu animal de forma legal.

lembre-se de que o animal silvestre que veio em situação selvagem para o seu contato pode ser portador de zoonoses (doenças que podem passar dos animais para os seres humanos) e o contato sem cuidados podem acarretar no adoecimento dos seus familiares.

Esse vídeo não é sobre todos os animais silvestres, mas é sobre os Teiús e no final existe a mesma mensagem desse post.

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Há uma enorme luta entre os amantes de animais e outros seres humanos que não gostam tanto deles quando o assunto diz respeito a agressão de uma determinada raça de cão para com as pessoas. Algumas raças são mais conhecidas pelo seu carinho, outras por suas habilidades de caça e outras ainda por episódios de agressão territorial ou por serem cães de briga. Isso não significa que cada uma de todas raças que conhecemos ou mesmo um certo indivíduo não possa aprender ou desenvolver todas estas tendências.

Sendo um defensor dos animais e pesquisador de comportamento fico sempre muito interessado em ver como as capacidades de aprendizagem podem substituir instintos. Sou muito requisitado para ajudar as famílias com seus poodles agressivos ou yorkshires que acabam ficando muito bravos. Estes são animais conhecidos por excelentes raças de cães companheiro, no entanto, eles se tornam animais furiosos quando, sem querer, suas famílias humanas os ensiná a agir assim (mesmo que sem querer).

Um grande amigo tem um pit bull e ambos (humano e cão) compartilham gentileza, cuidado com os que estão por perto deles e tem uma facilidade de serem amigos de desconhecidos fora do comum, são dois seres muito tranquilos de ser lidar.

E meu outro amigo é dono de um rottweiler fêmea, ela odeia quando alguém agarra as patas dianteiras dela, e mesmo que o seu conselho de manter distância das suas mãos seja um rosnado forte, ela respeita alguém que, eventualmente, tenta acariciá-la lá. E este mesmo cão adora brincar com as crianças, eu tive a chance de gravar essas imagens bonitas.

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Então, eu fico pensando como a evolução fez os seres vivos tão especiais, dando-nos todas as chances de colocar nossos instintos animais de lado e aprender outros comportamentos possíveis com o ambiente em que estamos inseridos. Está em nossas mãos criar cães e crianças emocional e mentalmente equilibradas, é apenas uma questão de tempo e investimento em educação.

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

There is a huge struggle between animal lovers and other human beings when the issue concerns aggression from a certain dog’s breed toward people. Some breeds are better known by their affection, some by their hunting skills and others by territorial or fighting aggression episodes. That doesn’t mean every breed or individual dog can’t learn or develop all these tendencies.

Being an animal defensor and behavioral researcher I’m very interested when I can see how learning capabilities can overwrite instincts. I’m very used to help families with their aggressive poodles or yorkshires. These are animals known by terrific companion dog breeds but nevertheless they become furious beasts when, unwillingly, their human families teach them to act like that.

A very good friend of mine has a pit bull and both of them (human and dog) share a lot with the world they are kind, gentle and easy going.

And my other friend owns a female rottweiler, she hates when someone grabs her front paws, and even though her advice to keep away is a rough growling she respects anyone who eventually pets her there. And this very same dog loves playing with children as I had the chance to record these beautiful images.

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

So I keep thinking how evolution made live beings so special by giving us all the chances to put our animal instincts aside and learn other possible behaviors with the environment we are settled in. It is in our hands to raise dogs and kids emotional and mentally balanced, it’s just a matter of time and education investment.

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Instinto X Aprendizagem, Raças de Cães Agressivos e Crianças / Instinct x Learning, Agressive Dog Breeds and Children

Começamos Treinando o Target com a Arara Rui somente Encostando o Bico Veja só até onde ele chegou / Target training help animals communicate with humans, click here to see how it is possible

Quando eu comecei a treinar mamíferos marinhos e aprender mais sobre comportamento animal havia um comportamento que cada leão-marinho que conheci sabia fazer: encostar o focinho no Target. Esse comportamento é exatamente isso, você faz um objeto ser como um alvo e reforça os animais quando o tocam com o focinho. Existem infinitas possibilidades quando esse comportamento é bem sedimentado: você pode usá-lo para moldar outros comportamentos, você pode pedir para que os animais fiquem lá parados o tanto quanto você precisar e sabe que estão concentrados em executar uma tarefa , você pode pedir para ele ir a algum lugar longe de você e realizar outros comportamentos dando sinais a longa distância apenas colocando o target no destino em que você deseja que o animal esteja… e como eu disse antes , as possibilidades são infinitas .

target training with a macaw / treinando target com uma arara

target training with a macaw / treinando target com uma arara

Eu parei de trabalhar com leões marinhos por um tempo  quando me mudei para Portugal e comecei treinar camelos, lhamas, pôneis, aves e cangurus … Naquele tempo a literatura e a informação na internet sobre o treinamento de todas as espécies de animais era muito pobre. Mesmo assim  comecei pesquisar tudo eu poderia encontrar e tive minha boa amiga, uma experiente treinadora de mamíferos marinhos, a  Rosana falando comigo e me instruindo todos os dias através do messenger (sim, o msn ainda era a melhor coisa para conectar as pessoas ).

Eu fiz um plano de ataque com os meus colegas de trabalho e decidimos que poderíamos treinar todos os animais que tínhamos lá. O primeiro comportamento a ser treinado seria tocar o alvo com seus narizes, como golfinhos e leões marinhos faziam. Resumindo bem, em três meses, nossa equipe de animais e tratadores foram tão bem sucedidos que podíamos trabalhar mais rápido, porque nossos animais estavam nos ajudando em nossa rotina diária, podíamos coletar amostras biológicas para exames e tivemos , pela primeira vez naquele jardim zoológico, apresentações didáticas com os nossos enormes camelos e pôneis. Tudo começou com metas, o reforço positivo , uma equipe bem intencionado e um monte de trabalho duro.

Eu aprendi muito com esses animais, colegas de trabalho e minha amiga Rosana , mas a lição que eu tenha sempre em mente é: ” o treino do target pode salvar o dia .” Após algum tempo treinando animais percebi que o treino de target é uma ótima abordagem para me apresentar para os animais e todos eles aprendiam a tocar minha mão com o focinho ou com o bico.

O Rui aprendeu isso tão bem que até treinadores experientes ficam espantados com a sua capacidade de generalizar os sinais dos comportamentos que faz quando usamos targets para nos comunicarmos. Neste vídeo abaixo, você pode vê-lo fazendo isso por 60 segundos, enquanto Nicolau está treinando suas habilidades de vôo livre. O bem-estar animal é garantido quando ensinamos nossos animais a focarem sua atenção e não se assustarem, não importa o que aconteça em volta.




ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

When I first started training marine mammals and learning more about animal behavior there was a simple thing every sea lion I met knew how to do: Target training. It is exactly what the word says; you make an object as a target and reinforce the animals for touching it. There are infinites possibilities when this behavior is well sedimented: you can use it for shape other behaviors, you can ask for the animal stay there as much as you need it to be focused, you can ask it to go somewhere away from you and perform other behaviors in a long distance just placing the target where you want the animal to be, and as I said before, the possibilities are infinite.

target training with a macaw / treinando target com uma arara

target training with a macaw / treinando target com uma arara

It happens I stoped working with sea lions for a while when I moved to Portugal and started training camels, lamas, ponies, birds and wallabies… by that time internet and literature was very poor about training all species of animals, but I started researching everything I could find and I had my good friend and experienced marine mammal trainer Rosana talking to me every day through messenger (yes, msn was still the best thing to connect people).

I made a working plan with my colleagues at work and we decided we could train every animal we had there. The first behavior to be trained was touching the target with their noses, as dolphins and sea lions do. Making a long history short, in three months our team of animals and keepers were so successful that we could work faster because our animals were helping us in our daily routine, we could take biological samples for examinations and we had, for the first time in that zoo, didactic presentations with our huge camels and ponies.  It all started with targets, positive reinforcement, a well intentioned team and a lot of hard work.

I learned so much with those animals, co-workers and my friend Rosana, but the one lesson I always keep in mind is: “Target training can save the day”. After a while training some animals I realized target is an incredibly good approach and every animal I would train they would learn how to touch my hand.

Rui learned that so well that even experienced trainers are amazed with his capability to generalize his cues when we use targets to communicate. In this video below you can watch him doing it for 60 seconds while Nicolau is training his free flying skills. Animal welfare is all about teaching our animals how to focus and be calm no matter what happens around.




Veterinário de Animais Silvestres/ Wild Animal Vet

Uma profissão que muitos almejam e poucos conseguem se manter nela: Veterinário de animais silvestres. Considerando a pequena quantidade de zoológicos que existem no mundo e a grande demanda de veterinários que se formam com esse sonho fica claro que o veterinário tem que lutar muito para conseguir o seu lugar. O que o estudante pode ter em mente é que além dos zoológicos eles também podem galgar o seu lugar no mercado de trabalho por outros lados. A experiência com animais silvestres pode ser usada para o tratamento de bichos de estimação diferentes. Hoje a demanda de animais silvestres como bichos de estimação cresce com a legalização de criatórios comerciais regularizados pelo IBAMA. As pessoas tendem a procurar cada vez mais especialistas em animais diferentes. Um bom veterinário atento às necessidades dos animais silvestres tidos como pet qualifica um novo mercado que se abre no Brasil. Outra vertente desse mercado, tão importante quanto os que citei acima, é o veterinário estudioso, o que se enfia numa universidade e vai dar aulas para qualificar outros veterinários e fazer pesquisas para melhorar o atendimento destinado aos animais silvestres. Garanta o bem-estar do seu animal escolhendo bem o seu veterinário. (wild animal vet)

Fique atento aos cursos de pós-graduação que qualificam profissionais, mas também lembrem-se que nada substitui prática de campo. Para isso você pode procurar os zoológicos, as clínicas conceituadas em atendimento aos animais silvestres e também ir nas universidades que dedicam espaço aos veterinários que tratam desses animais incríveis.

Lembre-se de que o veterinário pode não ser a pessoa mais querida dos animais que cuida, por essa razão passar tempo de qualidade com os seus clientes quando possível é uma forma amenizar essa antipatia causada por eventuais agarramentos e contenções.

Contar com um especialista em comportamento para auxiliar o tratamento de animais maiores também é uma solução viável. Nós da BEAnimal podemos treinar comportamentos com os nossos animais que facilitam a aproximação do veterinário. São chamados comportamentos veterinários voluntários.

O treino ou adestramento de animais deve sempre ser supervisionado por um profissional da área. Lembrem-se de que todo processo deve ser feito com reforço positivo! Treinar sua ave é fácil, nós podemos te ensinar. Entre em contato conosco, agende uma aula.

ENGLISH VERSION FOR ENGLISH SPEAKERS

So you wanna be a wild animal vet. This is a profession many desire, few can stay on it. Considering the small amount of zoos we have in the world and so many people wishing to be there as a vet is understandable this situation. Students need to understand they can act in other places than zoos. Today we have many people owing a wild animal as pet, and necessarily they will need a vet. The student can get the knowledge in internships in zoos, clinics dedicated to wild animal care and also with other kind of vet, the college teacher. Yes, they are devoted to teach and research better methods to treat wild animals. Make sure you are keeping your animal´s welfare with a good professional.

Remember that wild animal vet may not be the dearest person to an animal cause of husbandry procedures. So spending time with your clients when there is available time to do that is really important. Quality time with the animals can help them to be afraid of you for the rest of their lives and keep friendly with you.

Having a specialist in wild animal behavior is very helpful to. Here at BEAnimal we can train the animals to assist their own treatments with voluntarily vet behaviors trained. These behaviors will help the vet approach.

Training an animal should be followed by a professional, always use positive reinforcement ! Tranining your bird is easy, we can teach you. Get in touch with us, make an appointment for a class.

The vets we trust / os Veterinários que confiamos:

Rio de Janeiro
Dra. Eliane Jessula
Dr. Jeferson Pires
Dr. Ricardo Romero
Dr. Renan Cevarolli
Dr. Christiana Rieken

São Paulo
Dra. Alice Völker

Santos
Dra. Rosana Rodrigues

Algarve PORTUGAL

Dra. Daina Cardoso

Cartazes Virtuais e Animais Perdidos, Como Fazer?

Com o facebook e a inclusão digital encontramos um novo meio de divulgar os nossos animais quando se perdem. Já tive a experiência de ter que fazer isso com a Bubu quando ela fugiu (veja a história toda aqui: O começo , A esperança , A perda da esperança , o Final Feliz ). Hoje usamos nossa fanpage no facebook para divulgarmos cartazes virtuais compartilhando a possibilidade dos animais serem achados.

Infelizmente nem todos os cartazes podem ser compartilhados por falta de informações. Para facilitar esse processo fiz esse post para que as pessoas possam otimizar suas buscas por seus animais perdidos.

Temos que pensar nesse cartaz como uma campanha de marketing. As pessoas devem sentir vontade de compartilhá-lo. Algumas inforamções NECESSÁRIAS:

Fotografia do animal atual, ou a mais atual que o proprietário tenha, se puder colocar uma foto de frente e uma de perfil ajuda muito. Evite fotografias que seu animal está com roupas ou escondido atrás de alguma coisa. A foto tem que ser do animal e só! Por mais que venha a tentação de colocar ele coberto numa fantasia que esteja muito fofo isso dificulta o reconhecimento dele.

Comente se é macho ou fêmea e se tem alguma raça específica. Lembre-se que existem animais muito parecidos, saber o sexo ajuda.

Telefone de contato, use um telefone celular para contato, nem sempre estaremos em casa para receber a informação. É de extrema importância que você se lembre de colocar o código de área, afinal de contas você quer que seu cartaz percorra grandes distâncias virtuais. Lembre-se que animais perdidos andam muito e podem ser adotados por viajantes. Mais um detalhe muito importante que muitas pessoas esquecem é dizer que a ligação pode ser feita a cobrar, afinal de contas, não sabemos se quem encontrou vai ter créditos para nos ligar.

Dizer a cidade que o animal fugiu é muito importante. Um cartaz virtual pode viajar por muitos estados pelas redes sociais. Coloque junto com essa informação a localização aproximada que o animal foi visto a última vez.

Dê alguma característica psicológica do animal, ele é manso, ele é bravo? Ele não suporta alguma coisa? Isso ajuda a fazer uma ligação entre a característica física do animal achado com a possibilidade de ser o seu bichinho de estimação.

Ele tem microchip? Deveria ter! Caso tenha só mencione esse fato! Não divulgue o número, já é informação demais.

Dizer que tem uma criança triste pela fuga do animal é muito manjado, funciona melhor dizer que você vai dar uma recompensa, mas não divulgue o valor. Mas lembre-se de que existem pessoas má intencionadas nesse mundo, tanto quanto as bem intencionadas. Portanto, essa informação definitivamente não vai ser o que fará seu animal voltar. Tudo depende da boa índole da pessoa que o achou.

Use uma fonte fácil de ser lida e cor preta. Você não quer que as pessoas tenham dificuldade em ver as informações.

Faça tudo de forma simples e sem enfeitar muito. É um cartaz sério e deve ser tratado dessa forma. Se você estiver pensando no Facebook como sua principal fonte de divulgação, pense em usar os padrões de tamanho da foto de capa (849 x 312 pixels), use na sua foto de capa e incentive seus amigos a compartilharem e usarem por um tempo também para te ajudar.

Coloque a data que o animal se extraviou, isso ajuda a termos uma ideia de território percorrido.

Cartaz virtual

Cartaz virtual

Adoção de Cães Adultos: O “Novo Velho” Dentro de Casa

Por Lea Maria Reis

Conheci o Goobe pela Internet, num email em que a jornalista de Niteroi, Soraya Ciuffo, colocou uma foto dele.
Ela é uma protetora de bichos. Tem um imenso amor por esses seres que são abandonados nas ruas.
Era de dar dó o estado do Goober (nome dado pela Soraya ao vira-latas mais simpático que conheço): costelas á vista, magérrimo, triste, maltratado, humilhado, acabrunhado.

Soraya encontrou-o caído na calçada, não tinha forças para ficar de pé, jogado defronte ao Mercado São Pedro, em Niteroi. Ao seu lado, um churrasquinho velho e um pote de água bolorenta que alguma alma piedosa ali colocou, mas que o cachorro não tinha nem meios de acessar.

Soraya levou Goober para uma hospedagem de pronto socorro onde foi outro pesadelo para o bichinho que é idoso, tem 14 anos, não enxerga bem do olho esquerdo, e tem um tumor no ânus. Quarenta cães jovens, fortes e saudáveis, pisoteavam e empurravam Goober na hora da alimentação para ele não chegar ao comedouro.

Soraya tirou-o de lá e internou-o numa clínica, a São Francisco, onde Goober foi tratado, alimentado, examinado e onde esteve durante oito meses do ano passado, no canil, acompanhado pelo Aluísio, a quem se afeiçoou – assim como à Soraya, é claro. Ela de vez em quando, sempre que podia, ia até lá para estar com Goober, um cachorro triste, quieto, desconfiado, que mal se levantava do seu colchãosinho velho para tomar um pouco de sol na área exígua, fazer xixi e cocô.

Foi assim que o conheci em (pouca) carne e osso (ainda à vista) quando fui visitá-lo, num domingo de chuva, e ao Bentinho, o cachorro atropelado que não tem parte do focinho.
O que me impressionou no olhar lindo do Goober foi a conformação de destino tão cruel. Não era um olhar pedinte. Era o olhar já indiferente de alguém que não espera mais nada da vida.

Fiquei com este olhar na cabeça quando voltei para o Rio. O olhar de Goober não me deixava.
Duas semanas depois, no fim de dezembro do ano passado,decidi trazê-lo para minha casa para dar algum conforto a este ser tão triste, tripudiado, no fim de sua vidinha infeliz, pelo menos por algum tempo.

O acordo foi trazê-lo para passar o réveillon protegido dos terríveis ruídos das bombas da meia-noite, seguro e aconchegado.
No fundo do meu coração eu sabia que não o deixaria mais.

Goober veio com seus exames, com um mini enxoval dado pela extrema delicadeza da Soraya – coleira nova, verde, um pisca pisca para quando sair à noite, garrafa de àgua para tomar quando está na rua. Aluisio cortou unhas, pêlo, limpou suas orelhas, deu um bom banho nele.
No carro, Goober mostrava o mesmo desânimo e conformação. Apenas uma ponta de curiosidade. Já veio instalado num pequeno colchão que uma amiga ofereceu.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

No mesmo dia da sua chegada, ração especial foi providenciada (Goober tem poucos dentes), meu filho comprou um colchão grande e confortável azul-marinho, um travesseiro que de um lado é o jacaré e do outro, o sapo, um comedouro novo, pote de àgua também.

Lili e Samuca, minhas duas meninas papagaias, que já tinham vivido uma história com um labrador chamado Harry, olharam para o Goober com curiosidade, nos primeiros dias, e depois nem ligam mais para ele.
Curioso: hoje ele faz questão de ficar ao lado dos dois viveiros das mocinhas, deitado no seu colchão, como quem diz ” eu também sou irmão delas e também preciso ser cuidado “.

Em resumo: Goober está conosco há cinco semanas.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

É outro cachorro. Balança o rabo quando está contente, come feito um leãozinho, já esteve duas vezes na clínica veterinária das meninas e será operado do tumor depois do carnaval. Toma banho seco ( é cheirosíssimo) com um leave-in que a Dra. Eliane Jessula – quem está cuidando dele – indicou e ganha bifinhos do Biodog como petisos. Adora.
Enrosca-se perto de mim, ao lado do computador, durante todo o tempo em que estou trabalhando – como agora.
Outra noite, pela primeira vez deu uns pulos maravilhosos, embora discretos, quando me viu chegar da rua e abrir a porta de entrada. Esperava pacientemente perto dela. Fiquei comovida.

Goober dorme muito, em casa. É idoso, como eu disse. À noite, tem um pouco de insônia até que se aconchega, com seu travesseiro, num canto de um sofá defronte da TV para dormir profundamente – ao lado dos viveiros de Lili e Samuca, é claro.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto

Acho que está feliz. Gosta de parar no calçadão, fica olhando o mar, late com um vozeirão grosso e alto, quando implica com algum colega – ama a rua.
É farejador. Na sua mistura genealógica tem cão de caça, labrador e.. quem sabe?
Seu carisma é incrível. Como um vira latas cor de caramelo chama tanto a atenção de quem passa? Todos têm um agrado para fazer nele. Todos os porteiros me perguntam por ele quando não o vêem passar.

Penso muito em como terá sido sua vida. Quem seriam seus donos? Terá sido um cachorro de rua? – perguntas de quem adota um bicho. Não me parece. É muito educado, incapaz de fazer xixi e cocô dentro de casa

Enfim, Goober, o caça fantasmas, está rejuvenescido a olhos vistos. Parece aquele personagem do Scott Fitzgerald que nasce velhíssimo e morre bebê.
Acho que ele vai acabar enterrando todos nós, da sua nova família.
E sua nova família está muito feliz com o amor que ele nos dá.

Adoção de um cão adulto

Adoção de um cão adulto


Lea Maria Reis
é Jornalista. A escritora fez na sua última publicação literária o Livro “Novos Velhos”, na obra defende a saúde e bem estar durante o processo de envelhecimento. Lea também é ativista em prol do bem-estar animal. Sua nova empreitada foi a adoção de Goober, um cachorro idoso, seu “Novo velho” em casa.

Agradecemos o carino por ter nos cedido esse texto e fotos.

O treino ou adestramento de animais deve sempre ser supervisionado por um profissional da área. Lembrem-se de que todo processo deve ser feito com reforço positivo! Treinar sua ave é fácil, nós podemos te ensinar. Entre em contato conosco, agende uma aula.

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