Citação em matéria no Jornal O Globo

Citação em matéria no Jornal O Globo

Crianças e adultos podem segurar uma jiboia sem susto na Fazendinha Estação Natureza

Publicada em 29/05/2009
Por Cláudia Amorim

RIO – E não é que não há mal algum em pegar uma cobra no colo? Pelo menos, não quando elas são jiboias acostumadas com isso. É o que a gente aprende na Casa da Ciência da Fazendinha Estação Natureza, em Vargem Grande.

As crianças seguram, colocam a cobra no pescoço, apoiam a cabeça dela na mão, e jiboia fica lá, fofa, inofensiva. O mais legal é matar a curiosidade em questões como tato, peso e consistência. Se este for o programa escolhido para um dia de sol, a maioria pode estranhar: a cobra não é fria. Ela é pecilotérmica, ou seja, sua temperatura varia de acordo com a do ambiente. Portanto, ela só estará fria, seu estado mais conhecido, se o dia também estiver.

Fora isso, tem as escamas, lisinhas, e o corpo com aquela consistência de músculo tonificado, firme. Também achei Ramon, um dos répteis que “trabalham” nessa função, bem pesadinho. Mas nem sempre é ele que está na escala. July, a jiboia que mais comumente se presta à brincadeira, tirou folga porque havia feito uma bela refeição na véspera. O detalhe da alimentação é importante: Líbero Miranda, o biólogo responsável pelos répteis, diz que a cobra é o animal de estimação ideal, porque só come (e só suja a casa) de 15 em 15 dias.

Em meio a tanta tranquilidade, só fiquei preocupada com a cobra. Será que ela também achava que não havia mal algum ou sofria com aquilo? Líbero garante que não. A Fazendinha, aliás, além de várias outras atividades – como ordenha e plantação – oferece uma apresentação didática concebida pelo biólogo Yuri Domeniconi que tem como mensagem o respeito e o cuidado com os animais.

Fonte: Jornal O Globo

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Equipe BEAnimal

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